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O dia-a-dia de uma talentosa engenheira de serviço de elevadores

Ser uma engenheira de manutenção de elevadores não é uma missão fácil. Pergunte a Kirsty Green, que trabalha na thyssenkrupp Elevator UK como responsável pela área da Grande Manchester, na Inglaterra. Ela não só ajuda em emergências e mantém os elevadores prontos para subir e descer, como também precisa conhecer o equipamento de outras empresas. Como parte do seu cotidiano, ela conserta e realiza a manutenção de elevadores produzidos por vários fabricantes, usando o ITS como um valioso recurso.

Enquanto aprimorava o sistema de operação de emergência de um elevador, Kirsty fez uma pausa para falar com o URBAN HUB sobre o que ela faz todos os dias. Ela explicou os detalhes do seu trabalho e do treinamento necessário, e compartilhou várias interessantes anedotas sobre a criatividade dos usuários de elevadores.

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Criado em 17/06/2015

A engenheira de elevadores de Manchester, Kirsty Green

Treinamento, talento e um nariz aguçado

Depois de cursar engenharia, Kirsty Green fez um estágio na Otis, onde trabalhou por vários anos e foi uma das primeiras e únicas mulheres na área. Depois de uma breve incursão na indústria ferroviária, Green foi contratada pela thyssenkrupp Elevator em 2013, onde se beneficiou do treinamento e experiência com muitos tipos e modelos de elevadores através da função de suporte técnico interno da empresa, o ITS.

Quando questionada sobre as habilidades necessárias, ela explicou que “Ao analisar um elevador defeituoso, é preciso se basear na visão, audição e olfato. E é necessário ter intuição para conseguir prever o que pode acontecer na sequência.” 

Além disso, Green enfatizou que, em sua linha de trabalho, é importante ter um treinamento extensivo em segurança para, por exemplo, aprender a lidar com equipamentos de alta voltagem. O profissional deve ser muito persistente para encontrar soluções quando as falhas não são óbvias. Outra habilidade fundamental: “É preciso ser paciente quando um cliente cria dificuldades.”

Na estrada com Kirsty Green

Green inicia o seu típico dia com uma visita de manutenção de rotina em sua rota, e às vezes ela precisa reparar uma avaria ocorrida na noite anterior. “Estou basicamente a mercê do meu telefone”, afirmou Green depois da visita.

Além do serviço de manutenção programada, às vezes surgem chamados de emergência, que exigem tempos de resposta imediatos, quando um passageiro, por exemplo, ficou preso. Portanto, um “dia típico” pode ser cheio de surpresas. Os chamados mais frequentes, porém, envolvem problemas com portas, mecanismos de segurança emperrados ou cabos de segurança esticados que precisam ser encurtados.

Sua companheira mais importante é a van. “Ela é a minha caixa de ferramentas móvel. A maior parte do meu equipamento fica ali. A minha mala de ferramentas em si tem equipamentos como chaves de fenda e algumas das chaves mais comuns [chaves inglesas].” Ela também carrega um multímetro padrão, algumas ferramentas de teste específicas para certos fabricantes, e o seu equipamento de proteção individual.

Uma abrangente rede de suporte

Às vezes, mesmo engenheiros com profunda e ampla experiência, como Green, encontram circunstâncias novas e incomuns. Quando precisa de auxílio para lidar com um elevador novo ou um problema de programação complexo, ela liga para o ITS.

“Gosto de trabalhar com o ITS porque estamos sempre aprendendo e buscando nos manter atualizados, não só com o nosso equipamento, mas com os vários tipos de elevadores e escadas rolantes.” Além do conhecimento e da experiência adquiridos na thyssenkrupp Elevator e na Otis, Green também recebeu treinamento do ITS para trabalhar com elevadores KONE, Schindler, Orona e outras marcas.

“O ITS é também um excelente centro de recursos. Podemos levar um mecanismo ou um painel defeituoso para ser analisado e consertado pelos técnicos. Eles também prestam consultoria e podem instruir-nos durante quaisquer problemas complicados de programação.”

“Mas em 99% do tempo estou só. Podemos executar todas tarefas gerais com autonomia.”

Estudantes inteligentes

Em seus vários anos trabalhando como técnica em elevadores, Kirsty Green se deparou com algumas situações difíceis com usuários. Pedimos a ela que compartilhasse algumas dessas histórias. 

“Uma vez, um grupo de pelo menos oito estudantes ficou preso no elevador da faculdade. Era um modelo antigo, que depende inteiramente de contrapeso, e os rapazes estavam badernando, pulando para cima e para baixo, até acionar o mecanismo de segurança.” 

“O elevador não descia mais porque o dispositivo bloqueou a cabine, como esperado, impedindo-a de mover-se. Além disso, oito pessoas era gente demais. Devido à superlotação, o elevador só poderia descer – o que não era possível por causa do mecanismo ativado. Liguei para o perito do ITS e pedi que viesse ajudar a tirá-los daquela situação incomum. Tiramos metade deles pelo alçapão no teto. Só então foi possível desativar o mecanismo de segurança para mover o elevador. No final, a faculdade suspendeu todos eles.”

“Em outra ocasião, havia uma pessoa muito agressiva presa no elevador, e fiquei apreensiva de deixá-lo sair. Disse a ele que, caso não se acalmasse, eu chamaria a polícia e o deixaria lá até ela chegar. Isso o acalmou.”

Kirsty Green

Engenheira de manutenção, thyssenkrupp Elevator UK

Segurança de elevadores ao redor do mundo

Embora Kirsty tenha vivenciado muitas situações estranhas ao longo dos anos, ela afirma que situações arriscadas são exceções: “A primeira diretriz do nosso trabalho é a segurança. Aplicamos medidas de segurança máxima, mas infelizmente não é possível evitar totalmente que as pessoas ignorem, conscientemente, as nossas rígidas medidas de proteção.”

Ouça os depoimentos de montadores e técnicos de serviços dos elevadores da thyssenkrupp ao redor do mundo explicando por que a segurança é tão importante para eles…

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Um futuro em design de elevadores?

Atualmente, Kirsty Green está estudando design de engenharia. Ela espera ser promovida e, futuramente, passar para o setor de pesquisa e desenvolvimento. Na opinião dela, o design de elevadores “precisa de um toque feminino.” Mas ela também acredita que sua carreira como engenheira de consertos e serviços oferecerá uma nova perspectiva, que seria útil no desenvolvimento de elevadores cuja manutenção seja mais fácil: “Muitos fabricantes acham que seus elevadores nunca vão quebrar.”

O caminho a ser seguido: técnicos ou computadores?

Perguntamos a Kirsty Green como será o futuro da profissão de engenheiro de manutenção, com elevadores mais novos e apoiados por tecnologias, como no programa de manutenção preditiva. “Hoje, a maioria dos elevadores é isolada. É preciso ir até o local e ver o que está acontecendo. Equipamentos mais novos já fazem parte de redes. É possível acessá-los remotamente e analisar os processos, e até reiniciá-los. Mas, considerando que ainda trabalhamos com elevadores de mais de 30 anos, sempre haverá necessidade de técnicos como nós.”

E a longo prazo? É claro que nada poderá realmente substituir o instinto humano, mas sistemas em rede podem aumentar a especialização individual com dados de apoio: “Atualizações de status e descrições de procedimentos baseadas na nuvem certamente ajudariam engenheiros experientes a identificar e solucionar problemas com mais eficácia e rapidez. Isso pode nos ajudar a ver e até cheirar o equipamento. Mas quando se trata do trabalho detalhado final, algumas coisas exigem uma atenção pessoal.”

Os colegas de Green no ITS executam a engenharia reversa minuciosamente, e fornecem treinamentos regulares para garantir que engenheiros como Green tenham umaexperiência profunda em uma grande variedade de sistemas de elevador. Seu objetivo é conectar as habilidades pessoais, a expertise e a “criatividade investigativa”, que são parte do seu cotidiano de trabalho, com tecnologias inteligentes, garantindo assim serviços de alta qualidade.

International Technical Services (ITS)

A thyssenkrupp Elevator estabeleceu o ITS como uma rede de especialistas que presta suporte de fonte única a todos os tipos de elevadores e escadas rolantes, seja qual for o fabricante. Os técnicos do ITS devem manter-se atualizados em relação aos últimos equipamentos dos principais produtores de elevadores. Não é por acaso que eles estão entre os técnicos mais capazes e experientes do mercado. ler mais

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