Smart Mobility

O compartilhamento gera melhoras no tráfego, ar e transporte público

Com o crescente interesse de consumo em soluções de mobilidade que sejam tanto ecológicas quanto econômicas, não é de surpreender que a mobilidade compartilhada seja um tópico tão importante.

O crescimento da mobilidade compartilhada também pode ser atribuído, em grande parte, a tecnologias móveis e aplicativos inovadores, os quais viabilizaram novos modelos de negócios. Há muitos lançadores de tendências nesta área, mas talvez a parte mais emocionante seja a avidez de prefeituras pioneiras em estar do lado “inteligente” da história.

 

Smart Mobility
Mantém as pessoas se movendo rumo a soluções melhores - Pessoas que estão cansadas de cidades congestionadas estão contribuindo com inovações por meio de novas tecnologias móveis e aplicativos intuitivos, que melhoram a integração do transporte público, a infraestrutura e o compartilhamento de carros.
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Criado em 26/04/2016

Indivíduos movem a mudança

No decurso da história, frequentemente as grandes mudanças na mobilidade foram conduzidas por um espírito empreendedor. Tomemos por exemplo barões das ferrovias como Vanderbilt, que transformaram a forma como pessoas viviam e interagiam, dando início a novos desenvolvimentos na socialização, no comércio e na qualidade de Vida.

Hoje não é diferente. A mais recente criação de Elon Musk, presidente da Tesla Motors, é o “Hyperloop”, um trem de alta velocidade correndo em um tubo de baixa pressão, que pode conseguir reduzir trajetos de seis horas a meros 30 minutos.

Mas você não precisa ser um guru dos negócios para fazer a diferença. Cidades com visão de futuro estão ajudando a melhorar a mobilidade urbana com iniciativas de mobilidade compartilhada de fácil implementação, e as pessoas estão criando aplicativos para finalidades múltiplas, por exemplo para organizar caronas ou melhorar aspectos do transporte local.

Aproveitamento de inovações globais para o transporte

A autoridade de transporte metropolitano da Cidade de Nova York realizou recentemente o concurso “App Quest 3.0”. Para vencer o prêmio, equipes de todo o mundo competiram no desenvolvimento de apps para melhorar os serviços de locomoção, com foco especial em pessoas com deficiências.

Conexões úteis

As pessoas desde sempre emprestam açúcar, ferramentas e até veículos dos vizinhos, familiares e amigos. Hoje em dia, porém, muitas pessoas têm centenas de “amigos” no Facebook e outras redes sociais. Um único post pode lhes garantir uma carona, um lugar para passar a noite, móveis baratos e até mesmo um serviço de reparos amador.

Mas nem todos têm uma rede de contatos tão forte (ou prestativa), e é aí que entram os apps inovadores e desenvolvedores de sites, para criar o que está sendo chamado de economia participativa. Apps de mobilidade compartilhada, como o Uber e o Lyft, conectam passageiros a motoristas que cobram muito menos do que seria pago por uma corrida de táxi, e o app Turo permite que você alugue carros de pessoas.

E não são só carros: aplicativos como o Spinlister conectam você a pessoas dispostas a alugar suas bicicletas e pranchas de surfe e de snowboard.

Ainda se faz dinheiro

Cidades precisam repensar os modelos e políticas atuais para obter o melhor resultado da mobilidade compartilhada. O lucro de empresas de transporte e de táxi pode vir a diminuir, mas quanto mais compartilharmos nossos carros e bicicletas, maior será a nossa contribuição para a redução das emissões veiculares e dos congestionamentos. As autoridades precisam considerar estes benefícios sociais ao enfrentar a pressão exercida pelos lobistas em favor de políticas protecionistas.

Além disso, a mobilidade compartilhada também força as empresas de transporte e de táxi a pensar de forma mais competitiva e a oferecer serviços melhores aos usuários.

Lembrando que “compartilhado” não significa que ninguém mais terá lucro. De acordo com a Roland Berger Strategy Consultants, o segmento de mobilidade é o que registra o mais forte crescimento na economia participativa geral. Por isso, tentar proteger os operadores já estabelecidos no mercado através do banimento de opções de mobilidade compartilhada (por exemplo, a proibição do Uber em algumas cidades) poderá, na verdade, acarretar ainda maiores problemas, em vez de ajudar a economia local.

Uma bicicleta construída para 2, 3, 4…

Em 2016, já existem no mundo quase mil programas de compartilhamento de bicicletas, muitas vezes integrados a apps para smartphones. De Varsóvia a Wuhan, de Buenos Aires a Bruxelas, o compartilhamento de bicicletas está oferecendo opções de mobilidade ecologicamente correta que ajudam a reduzir os problemas de trânsito em ruas congestionadas.

Muitos novos programas também estão implementando as e-bikes (as pedelecs, ou bicicletas elétricas), que facilitam pedalar na subida. Isso não só ajuda os ciclistas mais velhos, como também ajuda pessoas comuns que não querem chegar suadas e cansadas a seus compromissos.

Aplicativos mais avançados de compartilhamento de bicicletas, como o RideScout e o BCycle, permitem que os usuários paguem e desbloqueiem bicicletas usando somente seus smartphones.

Compartilhamento de carros e e-hailing

Apps também são a força motriz da tendência do compartilhamento de carros. Fazendo o download de um aplicativo, você pode passar a ganhar dinheiro como motorista, alugar carros de pessoas comuns e reservar carros a partir de serviços on-demand.

É compreensível que taxistas e locadoras temam a perda de clientes. Mas eles estão se esquecendo de que o crescimento de sistemas de mobilidade compartilhada encorajará mais pessoas a abrirem mão de ter um carro, aumentando assim uma base de clientes mútuos.

Muitos programas de compartilhamento de carros devem seu sucesso a apps que oferecem um serviço de reserva mais fácil do que serviços tradicionais de transporte. Empresas de táxi reagiram desenvolvendo apps de “e-hailing”, que oferecem aos usuários acesso rápido a serviços de táxi tradicionais, em um formado moderno e fácil de usar.

Convergindo tudo

Agências pioneiras de trânsito público estão aproveitando a oportunidade de melhorar a mobilidade urbana para todos os usuários. Imagine um aplicativo que integre tudo que foi mencionado neste artigo à programação de ônibus e trens e às orientações de trajeto.

A prefeitura de Denver está trabalhando com a Xerox para criar tal aplicativo tudo-em-um. Indo além do exemplo do Google Maps, o app Go Denver permite que usuários comparem os tempos de viagem usando diversos métodos, tais como transporte público, compartilhamento de bicicletas e serviços tais como o Lyft e o Car2Go. Ele até permite que você faça a reserva do estacionamento em seu destino (se você optar por dirigir).

Com apps semelhantes e desenvolvimentos como o Hyperloop, mencionado anteriormente, e o ACCEL (esteiras automáticas de alta velocidade, para expandir o alcance das estações de metrô), a mobilidade urbana será um campo fascinante para se observar nos próximos anos.

Bicycle Sharing System in New York City

Seu telefone pode substituir seu carro?

As tecnologias digitais estão aumentando exponencialmente o poder do compartilhamento. E aproveitar essa tendência pode ser tão fácil quando fazer o download de um ou dois novos apps.

O que começou com a ideia de “Mi casa, su casa” (lembrando do Airbnb) rapidamente se transformou em “meu carro, seu carro” e “minha bike, sua bike”. Ofertas com fins lucrativos, inspiradas em serviços de compartilhamento ponta-a-ponta, tornam ainda mais fácil tirar proveito desta tendência.

Você vive em uma área urbana e possui um carro? Talvez já seja uma decisão sábia do ponto de vista financeiro vender seu carro para se beneficiar de uma mistura inteligente de transporte público e mobilidade compartilhada. Se sua cidade não oferece o que você precisa, verifique as últimas ofertas regularmente. Você poderá se surpreender com a velocidade das mudanças. 

 
Go Denver, powered by Xerox.

Mais do que trens, bicicletas e automóveis, o app Go Denver em breve permitirá que você monitore seus gastos com transporte, as calorias gastas e sua própria pegada de carbono, além de permitir que você compare seus resultados com os de seus amigos no Facebook.