Buildings

Torres residenciais e a ascensão da moradia vertical moderna

Com 426 metros, o atual edifício residencial mais alto do mundo é o luxuoso 432 Park Avenue em Nova York. No entanto, sete dos dez prédios de apartamentos mais altos do globo estão na futurística Dubai Marina. Arranha-céus residenciais são comuns em todo lugar, abrigando um número estimado de 60 milhões de pessoas. Mas a quem se destinam? A resposta depende de quando e onde é feita essa pergunta.

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Marcos da sustentabilidade urbana - Hoje, o planejamento urbano cria marcos futuros para cidades que transmitem novas mensagens de sustentabilidade, escolhas ecológicas e uma forma responsável de viver.
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Criado em 19/04/2016

Do segmento mais alto ao mais baixo

Apesar de muitos dos primeiros prédios altos modernos terem sido construídos para fins comerciais, arranha-céus residenciais logo se tornaram parte do horizonte urbano, primariamente como locais repletos de comodidades para os “bem de vida”. A construção do Ritz Tower em 1925 foi o principal acontecimento no início de um boom de moradia vertical de luxo. Dez anos depois, Nova York ostentava aproximadamente 150 edifícios luxuosos desse tipo, e a tendência tinha se espalhado até Xangai e Buenos Aires.

Mas a habitação vertical era uma solução tão óbvia para o desafio de abrigar populações urbanas crescentes que passou a ser usada no planejamento urbano de grande escala. Aplicada à moradia de massa para as classes médias e baixas, muitas vezes em projetos enormes de habitação social, a ideia se espalhou rapidamente por cidades nos EUA, na Europa e na União Soviética. Nos anos 70, porém, blocos de torres começaram a ser vistos como a fonte da decadência urbana, e não como uma solução para ela. Seria o desafio da moradia vertical algo que somente os ricos poderiam enfrentar?

Ritz Tower - New York City

“… o Ritz Tower… mudou a direção da arquitetura residencial. O surgimento do Ritz, em 1925, parecia um evento simbólico. Ele expressou o que estava na imaginação das pessoas, marcou para sempre a Era do Jazz e anunciou, por fim, o início da era moderna.”

Elizabeth Hawes – Autora de “New York, New York”

432 Park Avenue

A resposta …

A Ásia claramente acha que não. Singapura, Tóquio e Hong Kong – todas ostentam experiências de sucesso na moradia vertical para todos. Na verdade, 80% da população de Singapura mora em habitação social, muitas delas ficam em arranha-céus. E a China está no meio de um boom de moradia nas alturas – e não só para os muito ricos.

No passado, o URBAN HUB escreveu sobre muitas ideias inovadoras para prédios do futuro, tais como vilas verticais, edifícios residenciais e arranha-céus inovadores de uso combinado. Essas ideias, e outras que estão por vir, podem oferecer novas oportunidades para morar e participar da vida urbana moderna, elevando-nos, todos, a um estado de moradia vertical.

Enquanto isso, Nova York está tentando deixar todos felizes. Novas medidas aproveitam a crescente demanda dos ricos por um estilo de vida urbano para extinguir regras e regulamentos obsoletos, que impedem a construção de habitação acessível também para famílias de baixa renda. Uma coisa é certa: as pessoas querem morar em cidades. E o único caminho é… para cima!

 
A short story of the highrise
10 Tallest All-Residential Buildings by Height

“Nossas cidades grandes … poderiam abrigar confortavelmente muito mais famílias do que hoje. O motivo pelo qual elas não o fazem é que regras e regulamentos impedem a construção. Principalmente limites de altura de construção nos impedem de aproveitar o sistema de transporte público mais eficiente já inventado – o elevador.”

Paul Krugman – Economista ganhador do Prêmio Nobel